Homenagem aos Médicos

Por Cidinha Carvalho

Lendo o juramento de Hipócrates, confesso que fiquei emocionada. Imagino a emoção de um médico ao terminar sua faculdade e ler esse juramento, afinal, até quem não é médico se emociona. É lamentável que alguns, graças a Deus uma pequena minoria, não conseguem assimilar exatamente o significado daquelas palavras. Talvez porque tenha sido um aluno medíocre em português e não saiba interpretar ou mesmo a frieza da alma o impede de ver como é lindo esse juramento. Quero aqui fazer uma homenagem aqueles médicos que mantêm em seu coração, o valor das palavras de Hipócrates. Gostaria de citar nomes de vários profissionais que se enquadram perfeitamente a esse elogio, no entanto peço permissão para citar um nome: Dr. Bonfim, médico do PSF que honra a classe, trabalhando e se preocupando sinceramente com seus pacientes. Infelizmente hoje existe uma inversão de valores e para alguns a conduta de um médico trabalhador e que mantêm a ética é coisa do passado (claro que essa inversão só faz parte daqueles que só visam dinheiro). Parabéns Dr. Bonfim, que o senhor se recupere logo e volte a abraçar o que mais o senhor ama, sua profissão. Que o Sr. consiga através da sua conduta médica passar para aqueles desprovidos de sensibilidade  e de talento( dons naturais), o verdadeiro significado da palavra, medicina. O dia 18 de Outubroé celebrado em todo o mundo como o Dia do Médico, mas não precisa ter data para homenagear um profissional que merece.

* Declaração de Genebra da Associação Médica Mundial – 1948Versão clássica em língua portuguesa – juramento *Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. *A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. *Respeitarei os segredos a mim confiados. * Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.

Juramento de Hipócrates:

"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça." Hipócrates.

Flores para você!

Fonte: www.tribunadapraia.com